A violência faz mais uma vítima em Caxias. Na noite de hoje, por volta das 21h, um homem foi assassinado nas proximidades de um posto de combustíveis da cidade.
As primeiras informações apuradas no local dão conta de que a vítima seria um jovem que trabalhava como instrutor de academia. Segundo relatos de populares, o rapaz foi atingido por três tiros disparados na nuca e, devido à gravidade, provavelmente já caiu sem vida no chão.
A identidade da vítima e a motivação do crime ainda não foram confirmadas oficialmente. As autoridades policiais já foram acionadas para isolar a área e iniciar as investigações.
A equipe do Veneza News segue acompanhando a ocorrência e trará novas atualizações sobre o caso a qualquer momento.
Profissionais do Complexo Gentil Filho acionam o Ministério Público por falta de salários, enquanto denúncias apontam que prefeitura torra milhões em campanhas eleitorais e vereadores abandonam a cidade.
A saúde pública de Caxias está com os aparelhos prestes a serem desligados – e a mão que puxa a tomada parece ser a da própria prefeitura. O que se vê nos bastidores do Complexo Gentil Filho não é apenas a falta de dinheiro, mas o reflexo de um projeto de sucateamento implacável.
Enquanto a cidade assiste à chamada “Família Gentil” supostamente injetar milhões para manter seu império político e eleger suas deputadas, quem está na linha de frente salvando vidas é submetido a um regime de trabalho quase escravo: o plantão acontece, mas o salário não chega.
E a conta dessa negligência? Será cobrada com a vida da população.
O Alerta Vermelho no Ministério Público
A situação chegou a um limite insustentável. No último dia 17 de setembro, um documento protocolado no Ministério Público do Estado do Maranhão oficializou o desespero de quem tenta manter a saúde de Caxias respirando.
Trata-se de uma representação assinada por médicos da UTI, cirurgia geral, ortopedia, anestesia e ultrassonografia do Complexo Gentil Filho. As provas estão no papel e desmentem os boatos de que emendas teriam sido liberadas para regularizar os pagamentos. A denúncia é categórica:
“Foram recebidos apenas os valores até o mês de junho, permanecendo pendentes os meses de julho e agosto.”
É revoltante que o Ministério Público precise ser acionado para forçar uma gestão municipal a cumprir o básico: pagar os salários dos seus médicos.
O Ultimato: 15 dias para o apagão na saúde
Sem receber, não há como trabalhar. E a categoria cansou de ser feita de cobaia em um jogo político. O ofício entregue ao MP traz um aviso prévio para o colapso total: se não houver solução, os médicos darão um prazo de 15 dias para formalizar a entrega de todas as escalas de trabalho.
Na prática, isso significa um desligamento em massa. O Complexo Gentil Filho corre o risco real e iminente de ficar totalmente desassistido. Se a ameaça se concretizar, as portas da esperança se fecham para milhares de caxienses que dependem do SUS.
Onde estão os fiscais do povo?
Se a prefeitura faz de Caxias o seu quintal, a Câmara Municipal parece ter virado o puxadinho. Em meio à maior crise de saúde recente do município, a pergunta que ecoa nas ruas é: onde estão os fiscais do povo para denunciar esse absurdo?
A resposta é tão grave quanto o atraso dos salários: dez vereadores pediram licença dos seus mandatos. Eles abandonaram a sagrada obrigação de fiscalizar o dinheiro e os serviços públicos para correr atrás de campanhas eleitorais, puxando o saco da gestão em troca de dividendos nas urnas.
A vida do caxiense não é moeda de troca
A representação no Ministério Público escancara uma ferida aberta. Para o atual grupo político que domina a cidade, a saúde do povo parece ser apenas um mero detalhe, um obstáculo no orçamento. O dinheiro público jorra aos borbotões para sustentar palanques, mas some misteriosamente na hora de pagar quem está suando no bloco cirúrgico.
Até quando Caxias vai aceitar ser tratada como um curral eleitoral? A contagem regressiva de 15 dias já começou. Se o colapso total acontecer, o atestado de óbito da saúde pública caxiense já tem assinatura reconhecida.