Arquivo diários:09/09/2026

A promessa que virou lixo: 10 anos depois, lixão da Cohab segue desafiando a palavra do ex-prefeito Fábio Gentil

Nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, um vídeo gravado por um morador de Caxias escancarou uma dura realidade que a população conhece bem: as promessas vazias do grupo político comandado pela família Gentil. As imagens expõem o acúmulo de lixo na Avenida Jerusalém, um dos principais acessos ao bairro Cohab, bem ao lado da delegacia e próximo ao depósito do Armazém Paraíba.

O cenário de abandono traz à tona uma memória amarga e revoltante para os caxienses. Há exatos dez anos, o então recém-eleito prefeito Fábio Gentil escolheu este mesmo local para o seu primeiro ato oficial. Em uma verdadeira cena teatral para atrair os holofotes, ele subiu em um trator, assumiu o volante e, diante de todos, garantiu com firmeza que aquela cena deplorável nunca mais se repetiria na cidade.

Uma década inteira se passou sob o comando e a influência do grupo Gentil. O resultado? O descaso em forma de montanhas de entulho e sujeira. A promessa feita em cima daquele trator sumiu, mas o lixão continua lá, firme e forte, desafiando a palavra do ex-prefeito e servindo como um monumento ao abandono e à falta de respeito com o trabalhador caxiense.

No vídeo, o morador narra a situação com indignação e encerra seu relato com uma ironia cirúrgica, que reflete o verdadeiro sentimento da população diante da maquiagem e da propaganda da prefeitura: “Realmente um descaso. Mas enfim, viver aqui é bom demais”.

A dura realidade é que, enquanto os discursos tentam vender uma cidade de faz de conta, o cidadão é obrigado a conviver com a sujeira e a negligência na porta de casa. Pelo visto, a palavra do ex-prefeito Fábio Gentil não resistiu ao teste do tempo e acabou indo parar no mesmo lugar que as suas promessas: no lixo.

24 anos de espera: Estudantes de Medicina da UEMA cobram Hospital Universitário em Caxias

Caxias abriga há 24 anos um curso público de Medicina, mas até hoje seus estudantes não contam com um Hospital Universitário próprio para a formação prática. Cansados de uma espera que atravessa mais de duas décadas, acadêmicos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, voltaram a protestar e cobrar do Governo do Estado e da Reitoria uma solução definitiva para um problema que acompanha o curso desde sua criação, em 2002.

Atualmente, o internato e boa parte das atividades práticas dependem de convênios com unidades da rede municipal de saúde. O modelo, que já era limitado, enfrenta agora uma pressão ainda maior. Com as mudanças na grade curricular da UEMA e a chegada de faculdades privadas de Medicina a Caxias, cresce a disputa pelos campos de estágio disponíveis no município.

Para os estudantes, a situação chegou a um ponto crítico. Em manifesto, os acadêmicos comparam a formação médica sem hospital-escola a “aprender a pilotar sem um avião” e alertam que a falta de estrutura própria prejudica o aprendizado prático dos futuros médicos.

Mas a cobrança vai muito além dos muros da universidade. Um Hospital Universitário em Caxias poderia ampliar atendimentos especializados, fortalecer o SUS e ajudar a transformar o município em uma referência ainda maior de saúde para toda a região Leste do Maranhão.

Depois de 24 anos formando médicos, a pergunta dos estudantes é simples e difícil de ser ignorada: até quando o curso de Medicina da UEMA em Caxias continuará dependendo de estruturas emprestadas para formar seus profissionais?

A cobrança agora está diretamente na mesa da Reitoria da UEMA e do Governo do Maranhão. Os estudantes querem mais do que promessas: querem projeto, recursos, prazo e obra. Depois de mais de duas décadas de espera, a construção do Hospital Universitário deixou de ser apenas uma reivindicação acadêmica. Para os alunos, tornou-se uma dívida histórica com Caxias.