24 anos de espera: Estudantes de Medicina da UEMA cobram Hospital Universitário em Caxias

Caxias abriga há 24 anos um curso público de Medicina, mas até hoje seus estudantes não contam com um Hospital Universitário próprio para a formação prática. Cansados de uma espera que atravessa mais de duas décadas, acadêmicos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, voltaram a protestar e cobrar do Governo do Estado e da Reitoria uma solução definitiva para um problema que acompanha o curso desde sua criação, em 2002.

Atualmente, o internato e boa parte das atividades práticas dependem de convênios com unidades da rede municipal de saúde. O modelo, que já era limitado, enfrenta agora uma pressão ainda maior. Com as mudanças na grade curricular da UEMA e a chegada de faculdades privadas de Medicina a Caxias, cresce a disputa pelos campos de estágio disponíveis no município.

Para os estudantes, a situação chegou a um ponto crítico. Em manifesto, os acadêmicos comparam a formação médica sem hospital-escola a “aprender a pilotar sem um avião” e alertam que a falta de estrutura própria prejudica o aprendizado prático dos futuros médicos.

Mas a cobrança vai muito além dos muros da universidade. Um Hospital Universitário em Caxias poderia ampliar atendimentos especializados, fortalecer o SUS e ajudar a transformar o município em uma referência ainda maior de saúde para toda a região Leste do Maranhão.

Depois de 24 anos formando médicos, a pergunta dos estudantes é simples e difícil de ser ignorada: até quando o curso de Medicina da UEMA em Caxias continuará dependendo de estruturas emprestadas para formar seus profissionais?

A cobrança agora está diretamente na mesa da Reitoria da UEMA e do Governo do Maranhão. Os estudantes querem mais do que promessas: querem projeto, recursos, prazo e obra. Depois de mais de duas décadas de espera, a construção do Hospital Universitário deixou de ser apenas uma reivindicação acadêmica. Para os alunos, tornou-se uma dívida histórica com Caxias.

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