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BARRO VERMELHO GRITA POR SOCORRO, MAS GENTIL NETO PARECE NÃO OUVIR: PROTESTO CHEGA AO TERCEIRO DIA

Moradores do povoado Barro Vermelho, na zona rural de Caxias (MA), chegaram nesta quarta-feira (15) ao terceiro dia de protesto, mantendo interditadas as vias de acesso à região para cobrar uma solução da gestão do prefeito Gentil Neto para as péssimas condições das estradas.

Segundo os moradores, a manifestação começou após anos de promessas e problemas enfrentados pela comunidade. A precariedade das estradas prejudica o deslocamento das famílias, dificulta o transporte escolar, compromete serviços de internet e, de acordo com os manifestantes, impede até mesmo o acesso de ambulâncias a determinados pontos da região.

Mesmo com a mobilização chegando ao segundo dia, os moradores afirmam que, até agora, nenhuma solução concreta foi apresentada pela Prefeitura de Caxias.

A população cansou de esperar.

Cansou das promessas.

Cansou de ser lembrada em período eleitoral e, depois, aparentemente esquecida pelo poder público.

Enquanto a Prefeitura de Caxias encontra dinheiro para bancar grandes shows, eventos e investir pesado em propaganda, moradores do Barro Vermelho precisam interditar estradas e paralisar os acessos à região para tentar conseguir o básico.

É revoltante.

As péssimas condições das estradas não representam apenas desconforto. Estamos falando de um problema que afeta diretamente a vida e a segurança de centenas de pessoas que vivem na região.

Imagine precisar de socorro médico e ter a certeza de que uma ambulância não conseguirá chegar até sua casa por causa das condições da estrada.

É essa a realidade denunciada por quem vive no Barro Vermelho.

O que os moradores estão pedindo não é luxo

.Não é uma obra faraônica.

É apenas o direito de ir e vir com dignidade.

O descaso que silencia sonhos: dez dias de impunidade e silêncio no Hospital Geral de Caxias

CAXIAS – Passados dez dias desde a morte de Maria Kauane, o que resta à família não é o conforto da justiça, mas o peso angustiante de um silêncio institucional ensurdecedor. A pergunta que ecoa na cidade não é apenas um lamento pessoal, mas um grito de alerta: até quando o sistema de saúde de Caxias será palco de tragédias evitáveis?

A denúncia, que ganha contornos de denúncia pública contra a gestão municipal, aponta falhas graves no atendimento prestado pelo Hospital Geral de Caxias. Para os familiares, a perda precoce de Maria Kauane não é uma estatística em um relatório administrativo; é o resultado da negligência e da ausência de um protocolo humanizado que deveria garantir o direito fundamental à vida.

A gestão da prefeitura, por meio de sua rede hospitalar, mantém uma postura inaceitável. Ao ignorar a necessidade de respostas céleres e transparentes, o poder público não apenas desrespeita a dor de uma família, mas atesta sua própria ineficiência.

Pontos que exigem explicações imediatas:

  • A cadeia de atendimento: Quais foram os protocolos seguidos – ou negligenciados – no momento em que Maria Kauane deu entrada na unidade?
  • O sigilo da omissão: Por que a administração municipal ainda não apresentou um posicionamento oficial detalhado sobre o caso?
  • A responsabilidade técnica: Qual o nível de preparo e a condição das equipes de plantão naquele período?

O episódio não pode ser tratado como um caso isolado. Se o Hospital Geral de Caxias não oferece segurança aos cidadãos que nele buscam socorro, a prefeitura falha em sua função mais básica: proteger a população.

A pergunta que fica é onde reside a humanidade daqueles que deveriam gerir a saúde com seriedade.

Enquanto a prefeitura de Caxias escolhe o silêncio, a sociedade observa a crescente desconfiança em relação a uma estrutura que, em vez de curar, deixa cicatrizes profundas. A verdade é um direito da família de Maria Kauane e uma necessidade urgente de cada cidadão caxiense que, hoje, teme cruzar as portas de um hospital público.

Caxias exige justiça. Maria Kauane não é apenas mais um nome na lista de falhas do município; ela é a prova viva de que a gestão da saúde precisa, urgentemente, de uma prestação de contas rigorosa.