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O descaso que silencia sonhos: dez dias de impunidade e silêncio no Hospital Geral de Caxias

CAXIAS – Passados dez dias desde a morte de Maria Kauane, o que resta à família não é o conforto da justiça, mas o peso angustiante de um silêncio institucional ensurdecedor. A pergunta que ecoa na cidade não é apenas um lamento pessoal, mas um grito de alerta: até quando o sistema de saúde de Caxias será palco de tragédias evitáveis?

A denúncia, que ganha contornos de denúncia pública contra a gestão municipal, aponta falhas graves no atendimento prestado pelo Hospital Geral de Caxias. Para os familiares, a perda precoce de Maria Kauane não é uma estatística em um relatório administrativo; é o resultado da negligência e da ausência de um protocolo humanizado que deveria garantir o direito fundamental à vida.

A gestão da prefeitura, por meio de sua rede hospitalar, mantém uma postura inaceitável. Ao ignorar a necessidade de respostas céleres e transparentes, o poder público não apenas desrespeita a dor de uma família, mas atesta sua própria ineficiência.

Pontos que exigem explicações imediatas:

  • A cadeia de atendimento: Quais foram os protocolos seguidos – ou negligenciados – no momento em que Maria Kauane deu entrada na unidade?
  • O sigilo da omissão: Por que a administração municipal ainda não apresentou um posicionamento oficial detalhado sobre o caso?
  • A responsabilidade técnica: Qual o nível de preparo e a condição das equipes de plantão naquele período?

O episódio não pode ser tratado como um caso isolado. Se o Hospital Geral de Caxias não oferece segurança aos cidadãos que nele buscam socorro, a prefeitura falha em sua função mais básica: proteger a população.

A pergunta que fica é onde reside a humanidade daqueles que deveriam gerir a saúde com seriedade.

Enquanto a prefeitura de Caxias escolhe o silêncio, a sociedade observa a crescente desconfiança em relação a uma estrutura que, em vez de curar, deixa cicatrizes profundas. A verdade é um direito da família de Maria Kauane e uma necessidade urgente de cada cidadão caxiense que, hoje, teme cruzar as portas de um hospital público.

Caxias exige justiça. Maria Kauane não é apenas mais um nome na lista de falhas do município; ela é a prova viva de que a gestão da saúde precisa, urgentemente, de uma prestação de contas rigorosa.

Paulo Marinho Jr. aponta que Caxias integra rotado tráfico internacional e cobra integração depoderes

Durante audiência pública da ALEMA, deputado federal destacou a complexidade da
violência na Região dos Cocais e defendeu a presença do Judiciário e da Polícia Federal
nos debates.

CAXIAS — O deputado federal Paulo Marinho Júnior apresentou uma análise crítica sobre
o cenário da segurança pública em Caxias durante audiência realizada pela Comissão de Segurança
da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) nesta quinta-feira (14). O parlamentar alertou
para a gravidade dos índices criminais e destacou que a cidade consolidou-se como um ponto
estratégico na rota do tráfico internacional de drogas.
Em sua intervenção, Marinho Jr. enfatizou que a violência no município superou os níveis
convencionais, exigindo uma resposta que ultrapassa a atuação das forças estaduais e municipais.

Ele relembrou operações recentes que mobilizaram centenas de policiais e resultaram na apreensão
de grandes carregamentos de entorpecentes, evidenciando a presença de organizações criminosas
complexas na região.

“Caxias, nos últimos anos, tem visto uma explosão da violência que é muito mais
complexa do que aparenta. Nós somos rota do tráfico internacional de drogas. O
problema exige a participação dos três entes: Judiciário, Legislativo e Executivo”,
afirmou o parlamentar.

O deputado questionou a ausência de representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público
e da Polícia Federal no debate. Segundo ele, a falta dessas instituições compromete a eficácia das
medidas discutidas, uma vez que o enfrentamento ao crime organizado depende de uma articulação
federativa e institucional completa.
No âmbito federal, Paulo Marinho Jr. destacou sua participação em reformas na legislação
penal e na estruturação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). O parlamentar defende que
a segurança receba um modelo de organização e financiamento similar ao Sistema Único de Saúde
(SUS), garantindo que municípios com altos índices de violência, como Caxias, tenham suporte
estratégico permanente.

Ao reafirmar sua disponibilidade para o diálogo técnico, o deputado ressaltou que a urgência
do tema exige que as soluções sejam construídas acima de divergências político-partidárias,
priorizando a redução da criminalidade e a proteção da sociedade civil na Região dos Cocais.

Deputado Federal Paulo Marinho Júnior celebra vitória judicial de comunidade e articula avanços para mulheres na Defensoria Pública do Maranhão

Na manhã desta segunda-feira (11), o deputado federal Paulo Marinho Júnior cumpriu uma importante agenda em São Luís, voltada para a garantia de direitos e o empoderamento feminino no Maranhão. O parlamentar esteve reunido na Defensoria Pública do Estado com o defensor público Fábio Carvalho, titular do Núcleo de Direitos Humanos.

Um dos principais pontos do encontro foi o agradecimento oficial pela intervenção da Defensoria Pública no caso da comunidade do Buriti do Sangue. A atuação do órgão foi fundamental e resultou na vitória judicial da comunidade, garantindo os direitos dos moradores locais de forma definitiva. Essa é uma pauta histórica e que vem sendo acompanhada de perto e apoiada pelo deputado.

Além da celebração dessa importante conquista, a reunião serviu para articular a expansão e o fortalecimento do programa “Promotoras Civis Legais”. O projeto tem como objetivo principal o empoderamento de mulheres, capacitando-as sobre seus direitos e deveres para que atuem como multiplicadoras de informações em suas comunidades.

O programa, que já conta com a parceria do Ministério Público através do projeto Ampem (com o qual o deputado esteve reunido na semana anterior), busca agora englobar a Defensoria Pública em suas ações. O deputado Paulo Marinho Júnior destacou ainda o interesse em envolver a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), sob a gestão do Coronel Augusto, para fortalecer ainda mais essa rede de proteção.

“Nossa busca constante é por levar informação, garantir direitos e promover os deveres para toda a população do Estado do Maranhão. A união de forças entre o Ministério Público, a Defensoria e a Secretaria de Segurança é essencial para que projetos como o Promotoras Civis Legais alcancem cada vez mais mulheres”, ressaltou o parlamentar.
A articulação reafirma o compromisso do mandato de Paulo Marinho Júnior com a justiça social, a resolução efetiva de conflitos e o desenvolvimento de políticas públicas de proteção e empoderamento.

PLP 185: Paulo Marinho Junior e Sóstenes Cavalcante unem forças pela aposentadoria dos agentes de saúde

A mobilização pela aposentadoria especial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) vive um momento decisivo em Brasília. Após ser aprovado no Senado no final de 2025, o PLP 185/2024 agora avança na Câmara dos Deputados sob a articulação direta do deputado federal Paulo Marinho Junior (PL-MA) e da liderança do Partido Liberal.

Em vídeo gravado ao lado de representantes da categoria, o deputado Paulo Marinho Junior explicou a estratégia parlamentar para acelerar a votação. Segundo o parlamentar, o apoio do líder da bancada, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), foi fundamental para “cortar caminho” na burocracia legislativa.

“A assinatura do líder substitui a necessidade de assinaturas individuais de todos os deputados do partido. O Sóstenes não apenas assinou apoiando essa causa justa, mas se comprometeu a levar o tema para o Colégio de Líderes para que entre em pauta o mais rápido possível”, afirmou Paulo Marinho Junior.

O que muda com o PLP 185/2024?
O projeto regulamenta o § 10 do art. 198 da Constituição Federal, reconhecendo o risco e a insalubridade das atividades de campo exercidas por esses profissionais. Confira os pontos centrais da proposta:
• Idade Mínima Reduzida: 50 anos para mulheres e 52 anos para homens.
• Tempo de Contribuição: Necessidade de 20 anos de efetivo exercício na função.
• Integralidade: O profissional se aposenta com o valor do último salário da ativa.
• Paridade: Garantia de que os aposentados recebam os mesmos reajustes concedidos aos agentes que ainda estão trabalhando.

Próximos Passos
Atualmente, o projeto passa por uma mobilização intensa para garantir o regime de urgência. Com o apoio da maior bancada da Câmara, a expectativa é que o texto seja levado ao plenário em breve. A aprovação definitiva representará a consolidação de um direito histórico para os profissionais que são a linha de frente do SUS em todo o Brasil.

Tensão em Caxias: Choque entre Procuradoria e Câmara expõe fronteiras dos Poderes

Caxias, MA – Um embate público e incomum na última sessão da Câmara Municipal de Caxias, na segunda-feira (6), colocou em xeque a relação entre o Executivo e o Legislativo local. O presidente da Casa, vereador Ricardo Rodrigues, utilizou a tribuna para fazer um duro pronunciamento contra o Procurador-Geral do Município, James Lobo, acusando-o de interferência indevida.

“Não aceito, não aceitarei interferência de quem quer que seja”, bradou Ricardo Rodrigues, em clara referência ao Procurador. Segundo o presidente da Câmara, Lobo estaria “metendo o nariz onde não lhe cabe”, criando uma crise de relacionamento que ecoa por toda a classe política.

A Origem da Tensão

O centro da polêmica reside em uma recente entrevista concedida por James Lobo. O Procurador-Geral, em uma demonstração de sua autoridade, solicitou formalmente ao Legislativo informações detalhadas sobre a existência, lotação e valores despendidos por um servidor da Câmara. O caso está ligado a repercussões de denúncias envolvendo um vereador e seu funcionário, tema que foi amplamente divulgado pelo ex-prefeito e investigado pela Polícia Federal, Fábio Gentil.

O pedido de Lobo, no entanto, encontrou resistência. “A procuradora da Câmara não concordou muito com essa intervenção”, afirmou o próprio Procurador na entrevista, evidenciando o atrito interno na administração.

ANÁLISE: União ≠ Submissão

O episódio, que chamou a atenção dos 19 vereadores e de especialistas, é um sintoma claro da natureza da democracia brasileira: apesar da necessidade de harmonia e coordenação entre os poderes, Executivo e Legislativo são, por definição, distintos e independentes.

A atuação do Executivo, por meio da Procuradoria, em solicitar informações ao Legislativo toca diretamente na prerrogativa da Câmara de gerir seu próprio quadro de servidores (autonomia administrativa). Enquanto o Executivo (Prefeito e seus auxiliares) administra a cidade e executa as leis, o Legislativo (Vereadores) fiscaliza o Executivo e cria as leis.

A Independência em Jogo:

  • Poderes Distintos: A atitude forte do presidente Rodrigues de rechaçar a intervenção visa reafirmar a soberania do Legislativo sobre suas atividades internas, garantindo que a fiscalização e a legislação não sejam influenciadas pelo Executivo.
  • A Seletividade da Ação: A crítica do Legislativo se intensifica ao notar que o Procurador, atuante neste caso específico, manteve-se silencioso em relação a pedidos de informações ou ações referentes à investigação da CPI dos 50 milhões desviados do FUNDEB. Essa seletividade na intervenção levanta questionamentos sobre a motivação e a conveniência da atuação da Procuradoria.

O embate em Caxias serve de alerta: a convivência em nome da governabilidade não anula a separação de poderes. Qualquer avanço de um sobre a autonomia do outro é visto como uma ameaça ao equilíbrio democrático.

Precatórios de professores em Caxias (MA): Morosidade e falta de transparência causam ansiedade na categoria

Caxias, MA – O pagamento dos precatórios dos professores de Caxias, no Maranhão, continua gerando insatisfação e ansiedade na categoria. Apesar de uma reunião recente entre a comissão de precatórios e a Secretaria Municipal de Educação, o processo se arrasta, e a falta de informações claras levanta suspeitas sobre a gestão dos recursos.

Um comunicado interno, datado de 9 de setembro de 2025, revela que a Justiça deu um prazo de até 10 dias para que o Banco do Brasil transfira os valores de uma conta judicial para a conta da Prefeitura de Caxias. A comissão decidiu enviar um ofício ao gerente do banco para tentar acelerar a transferência, mas a demora já é vista com preocupação.
Segundo a denúncia feita por um professor, a situação é frustrante. “A juíza deu um prazo de 10 dias, mas isso não significa que o gerente precise esperar todo esse tempo. Enquanto isso, professores ficam doentes, ansiosos, e o processo não avança”, relata.

O sentimento de que algo não está certo é reforçado pela comparação com o estado. “O dinheiro caiu na conta do estado e o repasse foi feito de imediato. Aqui parece um jogo de cartas marcadas”, afirma o denunciante. A falta de comunicação do sindicato da categoria (Sintrap) e da própria comissão dos precatórios é outro ponto de tensão.

Além da demora, a falta de transparência é um dos principais problemas. O comunicado menciona que a Secretaria de Administração deveria entregar, no dia seguinte à reunião, a relação de valores para os beneficiários da segunda parcela, mas não há confirmação pública de que isso tenha ocorrido. Não foram divulgados os valores totais ou individuais, e as informações “são omitidas”, segundo a fonte.

A prefeitura de Caxias ainda não se pronunciou oficialmente sobre a lentidão no processo de pagamento dos precatórios. A ausência de justificativas para a morosidade e a falta de acesso aos dados financeiros essenciais mantêm a categoria em um estado de incerteza e crescente frustração.

Justiça Federal do Mato Grosso do Sul condena mãe do prefeito Gentil Neto por uso de documento falso; ré foge para o Maranhão

Entenda o caso:
Campo Grande, MS — Em uma decisão que acaba de transitar em julgado, a Justiça Federal da 3ª Região (Mato Grosso do Sul) condenou a ré Adriana Raquel Santos de Sousa pelo crime de uso de documento público falso. A sentença, proferida pela 5ª Vara Federal de Campo Grande, aplicou uma pena de um ano de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade.

O processo, que tramita desde 2020, chegou à sua fase final, com a condenação de Adriana confirmada em segunda instância e após o Supremo Tribunal Federal (STF) recusar o recurso da defesa. No entanto, a ré, que precisaria ser intimada para iniciar o cumprimento da pena e pagar as custas processuais, não foi encontrada em seu endereço.

Segundo a certidão do Oficial de Justiça, a mulher se mudou de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, para o estado do Maranhão há cerca de três anos, e seu paradeiro é desconhecido.

A sentença final do processo 5007440-81.2020.4.03.6000 determina a prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de R$ 297,95 em custas processuais. O documento ainda informa a decisão aos Conselhos Federal e Regional de Medicina (CFM e CRM/MS), o que sugere que o crime de falsificação de documento pode ter relação com a área da saúde.

A prescrição do caso está prevista para 04/04/2033, o que significa que, caso a ré não seja localizada até essa data, o crime prescreverá e a pena não poderá mais ser aplicada. A guia de recolhimento foi emitida, e a Justiça agora aguarda a intimação de Adriana para que as determinações sejam cumpridas. O caso foi encaminhado para a Vara Federal de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, para que as diligências de intimação sejam realizadas.

Manifestações marcam desfile de 7 de Setembro em Caxias contra a família Gentil

O tradicional desfile cívico de 7 de Setembro em Caxias, no Maranhão, foi palco de protestos contra a família Gentil, alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF). O descontentamento popular foi expresso pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Caxias (Sintrap), que usou o evento para exibir faixas e banners com mensagens de repúdio.

Os protestos se intensificaram após a Operação A Lei do Retorno, deflagrada pela PF. A ação investiga o desvio de cerca de R$ 50 milhões de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no Maranhão. Segundo a PF, os principais alvos são o ex-prefeito de Caxias e atual secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Fábio Gentil, e sua namorada, a deputada estadual Daniella (PSB). Durante as buscas, a polícia apreendeu diversos bens nas residências do casal, incluindo um cheque de R$ 350 mil.


Emendas ‘Pix’ sob investigação

A insatisfação dos manifestantes também se estendeu à deputada federal Amanda Gentil, filha de Fábio Gentil. A parlamentar é investigada pelo STF por supostos desvios em repasses de emendas de transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”. De acordo com os manifestantes, a maior parte dos mais de R$ 15 milhões enviados pela deputada foi destinada a Caxias, mas a falta de transparência e rastreabilidade desses recursos está sendo questionada.

Em todo o Brasil, essas emendas ‘Pix’ estão sob o escrutínio do STF, que determinou a investigação de casos onde a transparência é falha. No Maranhão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já iniciaram a fiscalização dos municípios que receberam um total de quase R$ 1 bilhão em emendas desse tipo entre 2020 e 2024.

Os protestos em Caxias refletem o sentimento de que a cidade vive um momento de abandono e caos. Os manifestantes, representados pelo sindicato, mencionaram a má gestão dos serviços públicos, a violência e a situação caótica dos hospitais municipais, com relatos de mortes de crianças e salários atrasados de médicos. O sentimento de “vergonha” e desamparo da população em relação aos escândalos políticos foi o principal motor da manifestação durante o desfile.

Arrependida: Deputada Cláudia Coutinho Pede Desculpas por Apoio a Prefeito Gentil Neto

Cláudia Coutinho usar suas redes sociais para fazer um pedido público de desculpas.

CAXIAS, MA — Baixa política abala a base do atual prefeito de Caxias, Gentil Neto, após a deputada estadual Cláudia Coutinho usar suas redes sociais para fazer um pedido público de desculpas. A parlamentar, que foi uma das principais apoiadoras de Gentil na eleição do ano passado, admitiu ter cometido um “erro” ao endossar a candidatura do gestor, citando a “péssima administração” na cidade.

O desabafo da deputada chega em um momento de alta turbulência para a gestão de Gentil Neto. Além das crescentes críticas à precariedade dos serviços de saúde e educação, a família do prefeito foi recentemente alvo de uma grande operação da Polícia Federal. A “Operação A Lei do Retorno” investiga desvios de R$ 50 milhões e teve como alvo o ex-prefeito e tio de Gentil Neto, Fábio Gentil.

A decisão de Cláudia Coutinho de se distanciar publicamente do prefeito é um sinal de grande desgaste na aliança política que o elegeu. A deputada, que teve uma votação expressiva no município, deixa claro seu descontentamento e tenta se reconectar com seu eleitorado, que tem expressado insatisfação com os rumos da administração municipal.

Ao final de sua nota, a deputada pede perdão a Deus e a “sua amada Caxias”, mostrando o peso simbólico de sua declaração. O episódio marca um ponto de inflexão na política local e levanta dúvidas sobre o futuro da base de apoio de Gentil Neto, que agora enfrenta a crescente oposição e o desgaste gerado por investigações e críticas a sua gestão. A atitude da deputada pode influenciar o cenário político para as próximas eleições, reforçando a pressão sobre o atual prefeito para reverter o quadro de insatisfação popular.

Gentil Neto perde no TRE

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) negou o pedido de liminar do prefeito de Caxias, José Gentil Rosa Neto, em um Mandado de Segurança. A decisão, proferida pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka, mantém a exigência de que a prefeitura apresente documentos detalhados sobre contratações e demissões. A disputa judicial se insere no contexto da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura irregularidades nas eleições passadas.

Entenda o Caso

O prefeito Gentil entrou com o Mandado de Segurança para suspender uma decisão do Juízo da 4ª Zona Eleitoral de Caxias, que determinava a entrega de um relatório consolidado de todos os cargos comissionados, exonerações, contratações e aumentos salariais no período de abril a dezembro de 2024. A pena para o descumprimento seria uma multa diária de R$ 20 mil.

Na sua defesa, a equipe jurídica do prefeito alegou que a decisão judicial era ilegal e “teratológica”, ou seja, um ato jurídico fora do comum e que viola a lei. Os argumentos eram que a ordem invertia o ônus da prova, violava o princípio da não autoincriminação e era desnecessária, já que os dados seriam públicos e estariam disponíveis no Portal da Transparência.

Decisão Judicial e os Próximos Passos

O juiz Marcelo Elias Matos e Oka rejeitou todos os argumentos da defesa. Ele afirmou que a solicitação não configura inversão do ônus da prova, mas sim o poder do magistrado de buscar a verdade real no processo. Ele também destacou que o princípio da não autoincriminação não se aplica a entes públicos, que são regidos pela transparência.

Em sua decisão, o juiz explicou que a disponibilidade dos documentos de forma esparsa não substitui a necessidade de uma apresentação consolidada e autenticada nos autos, que é fundamental para a instrução do processo e a garantia do contraditório.

Com a negativa da liminar, o processo continua. A Justiça Eleitoral irá notificar a 4ª Zona Eleitoral e a parte contrária para que se manifestem. Em seguida, o processo será encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral para um parecer.