Caxias viveu um fim de semana que se assemelha a um boletim de guerra. Em menos de 48 horas, pelo menos TRÊS homicídios foram registrados em diferentes pontos da cidade, mergulhando a “Princesinha do Sertão” em um clima de medo absoluto e expondo o completo colapso da segurança pública.
O rastro de sangue, que começou no sábado, continuou implacável no domingo (19). Um assassinato foi registrado no bairro Trizidela, aumentando a estatística da violência. Como se não bastasse, um tiroteio no “Bar do Alumínio”, localizado no bairro Vila Conquista, próximo à estação, deixou mais duas pessoas baleadas. As duas vitimas foram encaminhadas para o hospital uma delas em estado gravíssimo.
Essa nova onda de terror se soma à barbárie da noite de sábado (18), quando os jovens Gustavo, de 18 anos, e Caique, de 19, foram brutalmente executados no Bairro José Castro. Informações indicam que Gustavo era o alvo dos criminosos, mas Caique, que apenas acompanhava o amigo, foi morto inocentemente.
A sequência de execuções em plena luz do dia e em locais públicos mostra que os criminosos agem livremente, sem qualquer temor. Enquanto o cidadão de bem se tranca em casa, aterrorizado, a cidade parece estar completamente abandonada e dominada pela criminalidade.
A população, refém do medo, questiona onde estão as autoridades que deveriam proteger a sociedade. A sensação é de impunidade total e de um descaso que permite que a violência reine soberana, enquanto a administração pública parece assistir passivamente à tomada da cidade pelo crime.

