“Crime organizado está na política”, dispara Paulo Marinho Jr. sobre operação da PF em Caxias

BRASÍLIA – Em um discurso contundente na tribuna da Câmara Federal, o deputado Paulo Marinho Jr. repercutiu a Operação “Tá na Conta”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (3) em Caxias, no Maranhão. O parlamentar classificou a última eleição municipal como uma das mais criminosas da história da República e denunciou a existência de uma estratégia de intimidação contra mulheres.

Ataque à Cota de Gênero e Violência Política

Segundo o deputado, a investigação da PF confirma denúncias de que lideranças políticas locais atuavam para desestabilizar adversários através da “compra de renúncia”. Marinho Jr. detalhou os métodos usados pelo grupo investigado para fraudar a cota de gênero.

“Montaram toda uma estratégia para intimidar as mulheres, para que elas desistissem. Ofereciam dinheiro, cargos e faziam pressão psicológica pela família. Hoje a Polícia Federal termina de comprovar essa violência contra o direito eleitoral da mulher”, afirmou o deputado.

O Reflexo no Caos Social

Para o parlamentar, a corrupção eleitoral é a raiz do abandono em que Caxias se encontra. Ele traçou um paralelo direto entre o desvio de conduta dos gestores e a falta de serviços básicos para a população.

“Não é à toa que Caxias é a cidade mais violenta do Maranhão. Não é à toa que vivemos em um estado de caos, onde falta educação e remédio no posto de saúde”, desabafou, ressaltando que o uso da máquina pública para se manter no poder sacrifica a qualidade de vida do povo caxiense.

Fim da Impunidade e Prisões

Paulo Marinho Jr. também comentou a tentativa de saída da cidade de um dos principais alvos da operação, o secretário municipal Othon Luiz Machado, que foi interceptado pela PF no aeroporto. O deputado cobrou uma postura mais rígida da Justiça para que os processos não resultem apenas em apreensões de documentos.

“Esperamos que a próxima operação não seja somente para levar documentos, mas que leve os culpados presos. É preciso acabar com a impunidade. Não adianta comprovar as fraudes e os culpados continuarem exercendo o mandato e deturpando o sistema”, concluiu.

Ao encerrar sua fala, Marinho Jr. alertou para o avanço do crime organizado dentro das instituições políticas e afirmou que os “dias terríveis” de Caxias sob o domínio desse grupo estão próximos do fim.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *