EXCLUSIVO: Áudios vazados revelam “Esquema do Bilhete” na Prefeitura de Caxias

Em meio à crise administrativa e com o prefeito Gentil Neto cassado, denúncia aponta o uso de bilhetes para contratações fantasmas e pagamento de favores políticos sem rastro documental.

A cidade de Caxias enfrenta dias de incerteza e abandono. Enquanto o prefeito cassado, Gentil Neto, tenta se manter no cargo através de recursos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os bastidores da administração municipal parecem ter se transformado em um verdadeiro balcão de negócios escusos. Uma nova denúncia, amparada por áudios vazados, expõe como o dinheiro público estaria sendo drenado para pagar favores políticos por baixo dos panos.

A Cidade Sem Comando e o “Crime do Bilhete”

Quem caminha por Caxias hoje se depara com o retrato do descaso: ruas esburacadas, falhas na infraestrutura e prédios públicos com aspecto de abandono. No entanto, o problema mais grave parece estar escondido nas gavetas e nos corredores da prefeitura.
Para tentar fugir das fiscalizações e não gerar provas antes do decisivo julgamento previsto para março, a gestão municipal teria adotado uma tática rudimentar e ilegal: a contratação por bilhetes.

Um áudio de bastidor, que circula nos grupos políticos da cidade, detalha o esquema de apadrinhamento sem qualquer tipo de formalização legal. Na gravação, uma pessoa ligada à gestão confessa o modus operandi:

“Não vai ter apresentação de carta dos novos contratos. Vai ser só assim, por meio de bilhete, por meio dessas indicações… Eles não vão firmar nada com ninguém, vai só mandar.” — Trecho de áudio vazado.

A manobra seria uma forma de garantir o escoamento de verbas para aliados políticos sem deixar um rastro documental que pudesse ser auditado pelo Ministério Público ou pelo Tribunal de Contas.

O Custo da Farra: Servidores Penalizados
Como em todo esquema de desvio e má gestão, a conta acaba caindo no colo do trabalhador. Enquanto o dinheiro sobra para bancar as indicações políticas feitas em pedaços de papel, falta recurso para quem de fato faz a máquina pública rodar.

A situação gerou revolta até mesmo entre aqueles que esperavam se beneficiar das negociações, como revela um segundo trecho dos áudios vazados:

“A Paula já está danada de raiva… porque já não está recebendo o dinheiro dela direito… O meu também veio a menos, não veio completo.” — Trecho de áudio vazado.

Nos departamentos da prefeitura e nas ruas de Caxias, a realidade é dura: salários estão sendo fatiados, turnos de trabalho foram cortados e servidores amargam contracheques desfalcados. O descompasso entre a gastança com os aliados e a falta de pagamento para os trabalhadores evidencia o colapso administrativo da cidade.

O Julgamento no TRE e o Futuro de Caxias
O cenário de terra arrasada aumenta a expectativa em torno do julgamento de Gentil Neto no Tribunal Regional Eleitoral. A população aguarda que a Justiça Eleitoral dê um fim à instabilidade que paralisou Caxias.

Até lá, a denúncia do “Esquema do Bilhete” levanta uma questão urgente: até quando os recursos do município continuarão sendo saqueados? Caxias não pode ser tratada como um bilhete premiado nas mãos de grupos que buscam apenas o enriquecimento ilícito. O povo exige transparência, respeito e punição para os envolvidos.

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